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Após duas quedas seguidas, produção industrial cresce 0,9% em janeiro

A produção industrial brasileira cresceu 0,9% em janeiro, na comparação com dezembro, segundo divulgou nesta terça-feira (10) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado interrompe dois meses de queda do setor, período em que a perda acumulada chegou a 2,4%.

Foi o melhor janeiro desde 2017, quando ficou em 1,1%, e o avanço mensal mais forte desde outubro de 2019, quando também houve alta de 0,9%. Foi também a primeira alta em janeiro, na comparação com dezembro, desde 2017.

O resultado veio melhor do que a mediana das projeções de analistas ouvidos pelo Valor Data, que previam alta de 0,7% no primeiro mês do ano.

Na comparação com janeiro do ano passado, porém, houve queda de 0,9%, com recuo também no acumulado dos últimos 12 meses (-1%).

O resultado é o primeiro indicador do ano da atividade do setor, que registrou queda de 1,1% em 2019 após dois anos seguidos de alta.

“O setor industrial, em janeiro de 2020, volta a mostrar um quadro de maior ritmo produtivo, expresso não só na expansão de 0,9% na comparação com o mês imediatamente anterior, avanço mais intenso desde agosto de 2019 (1%), mas também no perfil disseminado de taxas positivas, já que três das quatro grandes categorias econômicas e 17 das 26 atividades apontaram crescimento na produção”, destacou o IBGE.

Mesmo com o bom desempenho em janeiro, o setor industrial ainda se encontra 17,1% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011, quando o setor atingiu seu maior pico de produção na série histórica da pesquisa.

Resultado por atividades

Segundo o IBGE, a produção avançou em janeiro em 17 dos 26 ramos pesquisados, com destaque para máquinas e equipamentos (11,5%), veículos automotores, reboques e carrocerias (4,0%), metalurgia (6,1%), produtos alimentícios (1,6%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (2,3%).

17 dos 26 ramos industriais pesquisados tiveram crescimento em janeiro — Foto: Divulgação IBGE

 

“É o perfil mais disseminado de resultados positivos desde abril do ano passado”, afirmou o gerente da pesquisa, André Macedo, destacando 4 dos 5 principais ramos que impulsionam o crescimento da indústria em janeiro viera de resultados negativos nos meses anteriores.

“Em novembro e dezembro houve uma perda acumulada de 2,4% e é sobre esse resultado que a indústria está crescendo”, explicou o pesquisador.

As quedas mais relevantes em janeiro foram registradas nos ramos de impressão e reprodução de gravações (-54,7%) e indústrias extrativas (-3,1%), com o primeiro eliminando o crescimento de 92,2% assinalado nos três últimos meses de 2019 e o segundo completando o quinto mês consecutivo de queda, acumulando perda de 8,9% no período.

Já entre as grandes categorias econômicas, bens de capital registraram alta de 12,6% e bens de consumo duráveis, de 3,7%.

Macedo destacou, porém, que o crescimento nestes grupos aconteceu sobre uma base fraca. “Bens de capital cresceu 12,6% em janeiro, lembrando que somente em dezembro havia recuado 12,3%, o que dá a dimensão do tamanho da perda”, observou.

Já a produção de bens intermediários avançou 0,8%. O setor produtor de bens de consumo semi e não duráveis foi o único com variação negativa (-0,1%) em janeiro, e marcou o terceiro mês seguido de queda.

Perspectivas

Segundo divulgou o IBGE na semana passa, o PIB da indústria cresceu 0,5% em 2019, mantendo o mesmo ritmo registrado em 2018, afetada pelo recuo da indústria extrativa e queda das exportações.

Em meio ao abalo provocado pelo coronavírus na economia global, os economistas avaliam que a economia brasileira deve crescer menos que o inicialmente esperado em 2020.

De acordo com o boletim Focus divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central, o mercado financeiro baixou a previsão de crescimento para a economia brasileira em 2020, de 2,17% para 1,99%. Foi a quarta queda consecutiva do indicador.

Já a previsão dos analistas para a alta da produção industrial em 2020 foi reduzida de 2,41% para 2%.

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Setor de Serviços da Paraíba registra 3º maior crescimento do País

Contrariando o cenário nacional, o volume de serviços da Paraíba registrou o terceiro maior crescimento do País em novembro, na comparação com o mês anterior, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços, divulgada nesta terça-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em novembro, a Paraíba apresentou alta de 1,2%, ficando atrás apenas dos Estados de Roraima (5,2%) e do Piauí (1,6%), enquanto o País registrou uma leve queda de 0,1% no indicador.

Em 16 das 27 unidades da federação,o volume de serviços contrariou o indicador da Paraíba, ao registrar recuo, com destaque para Mato Grosso (-5,7%), Minas Gerais (-1,1%), Pernambuco (-3,0%), Santa Catarina (-1,8%) e Espírito Santo (-3,5%) que apresentaram as maiores baixas.

As taxas que elevaram o índice foram positivas em outros serviços (1,7%) e nos serviços profissionais, administrativos e complementares (0,1%). Para o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo, a leitura do mês mostra um saldo positivo para o setor no ano. “É uma acomodação dos últimos dois resultados. Tivemos setembro com alta de 1,5% e outubro com alta de 0,8%, acumulando 2,2% no período. Se analisamos de julho a novembro, o volume de serviços cresceu 2,9%”, explica, lembrando que o volume de serviços ainda está 9,8% abaixo do recorde alcançado em novembro de 2014.

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No índice acumulado de janeiro a novembro de 2019, frente a igual período de 2018, o setor de serviços avançou 0,9%, com expansão em quatro das cinco atividades: serviços de informação e comunicação (3,3%), outros serviços (5,2%), serviços prestados às famílias (3,3%) e serviços profissionais, administrativos e complementares (0,5%). A única influência negativa do acumulado de janeiro a novembro de 2019 ficou com o segmento de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-2,6%).