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Manchete

Trump telefona para presidente da China: “Estamos trabalhando juntos. Muito respeito”

Maior ídolo de Jair Bolsonaro e do filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), Donald Trump foi às redes sociais na madrugada desta sexta-feira (27) para dizer que falou por telefone com o presidente da China, Xi Jinping, com quem está “trabalhando junto”.

“Acabei de ter uma conversa muito boa com o presidente Xi, da China. Discutimos em detalhes o CoronaVirus que está devastando grande parte do nosso planeta. A China passou por muita coisa e desenvolveu um forte entendimento do vírus. Estamos trabalhando juntos. Muito respeito”, tuitou o presidente dos Estados Unidos.

Citado por Bolsonaro como maior influenciador da sua nova estratégia para o combate à Covid-19, Trump buscou ajuda do governo chinês após os EUA se tornar o novo epicentro da pandemia mundial do coronavírus.

Na última quarta-feira (25), quando anunciou que vai orientar o fim do confinamento no Brasil, Bolsonaro disse que tinha informações de que Trump faria o mesmo nos EUA nesta quinta-feira (26), o que não aconteceu.

Ao contrário, com o acirramento da pandemia, o mandatário estadunidense estimulou o confinamento em carta à população como maneira de achatar a curva de casos, que já somam mais de 82 mil nos Estados Unidos.

O Brasil também entrou recentemente em uma crise diplomática com a China, depois que Eduardo Bolsonaro imitou Trump ao se referir ao coronavírus como “vírus chinês” e acusar o Partido Comunista Chinês pela pandemia.

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Economia

Criação robusta de vagas impulsiona economia dos EUA em meio a surto de coronavírus

Os empregadores norte-americanos mantiveram um ritmo robusto de contratações em fevereiro, dando à economia dos Estados Unidos um forte impulso à medida que enfrenta o surto de coronavírus que atiçou o medo de recessão do mercado financeiro e provocou um corte de juros emergencial pelo Federal Reserve.

O relatório mensal de empregos do Departamento do Trabalho dos EUA também mostrou nesta sexta-feira um sólido crescimento mensal dos salários e a taxa de desemprego caindo de novo para perto da mínima de 50 anos de 3,5%. Os empregadores também aumentaram as horas para os trabalhadores no mês passado.

A criação de vagas fora do setor agrícola chegou a 273 mil no mês passado, igualando a leitura de janeiro, que foi a maior desde maio de 2018. Enquanto foram cortadas 4 mil vagas nos setores de transporte e armazenamento no mês passado, mostrando algum impacto inicial do coronavírus, elas foram mais do que compensadas por fortes ganhos quase em todos os setores, incluindo o público.

A economia norte-americana criou 85 mil empregos a mais em dezembro e janeiro do que o relatado anteriormente.

Economistas consultados pela agência de notícia Reuters previam que seriam criadas 175 mil vagas em fevereiro. A economia precisa criar cerca de 100 mil empregos por mês para acompanhar o crescimento da população em idade ativa. Os ganhos de emprego foram em média de 243 mil por mês nos últimos três meses.

Embora o relatório otimista provavelmente não tenha captado completamente o impacto do coronavírus, que se espalhou nos Estados Unidos a partir do final de fevereiro, até agora não há sinais de que a epidemia tenha afetado o mercado de trabalho.

As demissões permaneceram baixas e as pequenas empresas e os setores do setor de serviços continuam contratando em um ritmo sólido.

O Fed reduziu na terça-feira sua taxa básica de juros em 0,5 ponto percentual, para uma meta de 1,00% a 1,25%, primeiro corte de emergência do banco central dos EUA desde 2008, no auge da crise financeira.

Pelo menos 12 pessoas morreram nos Estados Unidos da doença respiratória chamada COVID-19, causada pelo coronavírus, e mais de 100 foram infectadas. As mortes e o aumento de infecções foram registrados a partir da última semana de fevereiro. No geral, a doença que se espalhou rapidamente matou mais de 3 mil pessoas e adoeceu quase 100 mil em todo o mundo, principalmente na China.

A criação de empregos nos setores de transporte e armazenamento caiu provavelmente por causa das restrições de viagens que foram impostas por algumas autoridades para conter a propagação da doença. Também houve relatos de queda no volume de contêineres nos portos.

Economistas acreditam que é mais provável que os empregadores reduzam as horas dos trabalhadores inicialmente e continuem com demissões se a epidemia persistir além do segundo semestre deste ano e até 2021. Até agora, os pedidos semanais de auxílio-desemprego, o indicador mais oportuno do mercado de trabalho, estavam em tendência de baixa no início de março.

A força do mercado de trabalho foi reforçada pelo crescimento constante dos salários. O salário médio por hora aumentou 0,3% em fevereiro, depois de ganhar 0,2% em janeiro. O aumento anual dos salários, no entanto, caiu para 3,0% em fevereiro, ante 3,1% em janeiro, com o grande ganho do ano passado caindo fora do cálculo. A semana de trabalho média aumentou para 34,4 horas no mês passado, ante 34,3 horas em janeiro.

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Política

Bolsonaro comemora apoio dos EUA ao Brasil na OCDE, mas não fala em prazos

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou hoje que a notícia de que os Estados Unidos pretendem apoiar a entrada do Brasil na OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) é “muito bem-vinda” e que o país está bastante adiantado nas negociações para ingressar no clube de países ricos, mas não quis falar em prazos.

“Falei com o Paulo Guedes agora pela manhã. A notícia foi muito bem-vinda. A gente vinha trabalhando há meses em cima disso, de forma reservada, obviamente”, disse o presidente a jornalistas na saída do Palácio da Alvorada.

“Houve o anúncio. São mais de cem requisitos para você ser aceito, estamos bastante adiantados, inclusive na frente da Argentina. E as vantagens para o Brasil são muitas, equivale ao nosso país entrar na primeira divisão”, acrescentou.

Na noite de ontem, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, confirmou no Twitter os planos dos EUA de apoiar a proposta do Brasil de entrar na OCDE no lugar da Argentina, país que inicialmente os norte-americanos haviam dito que queriam que fosse o próximo a se juntar ao organismo.

Bolsonaro é um admirador do presidente norte-americano, Donald Trump, e tem buscado laços mais próximos com Washington desde que tomou posse no ano passado.

Questionado se há possibilidade de o Brasil entrar na OCDE até o fim do seu mandato, o presidente disse que não pode falar em prazos, mas afirmou que, se dependesse de Trump, o Brasil já teria ingressado no grupo.

“Depende de outros países também. E nós estamos vencendo resistência e mostrando que o Brasil é um país viável”, afirmou Bolsonaro, ao ressaltar que não podia entrar em detalhes sobre os sinais dados pelo presidente dos EUA.

Apoiar a entrada do Brasil na OCDE era visto por muitos como um benefício tangível do alinhamento ideológico entre Bolsonaro e Trump, que têm buscado deixar para trás anos de disputas comerciais e desconfiança política entre os dois países para construir um relacionamento mais próximo.

A associação à OCDE é vista como um selo de aprovação que aumentaria a confiança dos investidores no governo e na economia do Brasil. No entanto, a tentativa do Brasil de ingressar no clube vinha encontrando alguma resistência em Washington.

Bolsonaro ficou desapontado quando Trump não cumpriu inicialmente sua promessa de apoio ao Brasil, e o país teve que se contentar com a vontade dos EUA de esperar a Argentina.

A eleição do presidente de esquerda argentino, Alberto Fernández, parece ter feito o Brasil subir na fila. Mesmo assim, não é provável que a adesão seja imediata.

Em outubro, Bolsonaro disse que a adesão à OCDE era um processo prolongado e que o Brasil levaria até um ano e meio para se tornar membro. Na América Latina, apenas Chile e México estão no clube, enquanto a Colômbia está a caminho de ingressar em breve.

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Manchete

Câmara dos EUA aprova limitar capacidade de Trump de ir à guerra com Irã

A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos aprovou uma resolução nesta quinta-feira, 9, para limitar a capacidade do presidente norte-americano, Donald Trump, de se envolver em um conflito armado com o Irã, dias depois de ele ordenar um ataque com drone que matou o principal comandante militar iraniano.

A Câmara, comandada pelos democratas, aprovou a resolução por 224 votos a 194, refletindo o tamanho das bancadas dos partidos republicano e democrata na Casa e o Congresso altamente dividido. Os democratas acusam Trump de agir de forma imprudente. Já os republicanos raramente votam contra o presidente, que é do mesmo partido, e o apoiam enfaticamente.

A aprovação na Câmara envia a medida para o Senado, controlado pelos republicanos, onde o destino da resolução é incerto. Os republicanos controlam 53 das 100 cadeiras do Senado e raramente votam contra Trump, mas ao menos dois senadores republicanos já se manifestaram a favor da proposta.

Se aprovada pela Câmara e pelo Senado, a medida não precisa da sanção de Trump para entrar em vigor. A Casa Branca divulgou um comunicado em que manifesta oposição à resolução.

“Esta resolução é equivocada e sua adoção pelo Congresso pode prejudicar a capacidade de os Estados Unidos protegerem cidadãos americanos a quem o Irã continua a querer fazer mal”, disse o comunicado.

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Política

Trump: Ataque não foi para começar, mas para acabar com uma guerra

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira, 3, que a ação aérea no Iraque  perpetrada para matar o principal estrategista militar do Irã, o general Qasem Soleiman, não teve o intuito de iniciar uma guerra, mas, sim, de pôr fim a ela.

“Nós atuamos para parar uma guerra, não para começar uma guerra”, afirmou à imprensa no seu resort Mar-a-Lago, na Flórida, depois de ter determinado o envio de mais 3.500 soldados ao Oriente Médio.

Soleimani era general das forças Quds, o braço de elite da Guarda Revolucionária Iraniana (GRI), e foi atacado por um drone americano na noite de quinta-feira 2.  Segundo Trump, o assassinato de Soleimani deveria ter sido feito ‘há muito tempo’. “O mundo é um lugar mais seguro sem esses monstros”, afirmou. “Soleimani perpetuou atos de terror para desestabilizar o Oriente Médio”, completou.

De acordo com Trump, o governo iraniano promove a repressão de protestos e a tortura de milhares de civis. Sua preocupação como líder americano, insistiu ele, é com povo do Irã, que classificou como ‘incrível’. “O futuro pertence ao povo do Irã”, disse Trump.

No pronunciamento, o presidente lembrou a atuação das forças americanas para matar o então líder do Estado Islâmico, Abu Bakr al-Baghdadi, em outubro passado. Segundo o presidente, os Estados Unidos têm o Exército mais poderoso do mundo que, aliado ao setor de inteligência do governo americano, estaria preparado para identificar possíveis ataques e reprimi-los.

Soleimani era considerado a segunda figura mais poderosa do Irã, depois  do Líder Supremo, aiatolá Ali Khamenei. Em comunicado, o governo iraniano prometeu “vingança severa” aos “criminosos” que o mataram. A morte do general vai dobrar a motivação da resistência do Irã contra os Estados Unidos e Israel, disse o aiatolá. Em comunicado divulgado pela televisão estatal, ele pediu três dias de luto nacional.

A escalada de tensões entre os Estados Unidos e o Irã ocorre desde a saída unilateral americana do Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA), mais conhecido como Acordo Nuclear, em março de 2018 e com o restabelecimento de sanções econômicas na sequência. Desde então, vários episódios quase levaram os dois países à guerra, como o abate de um drone americano e o ataque contra as refinarias de petróleo da Aramco, empresa estatal da Arábia Saudita. Teerã acusa os Estados Unidos de “terrorismo econômico”, por asfixiar sua economia por meio das restrições econômicas.

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Bombardeio ordenado por Trump mata principal general iraniano

Um ataque aéreo americano na noite desta quinta-feira, 2, contra um aeroporto de Bagdá, no Iraque, matou Qassem Soleimani, general da Guarda Revolucionária Iraniana, segundo informações da televisão estatal iraquiana. O bombardeio também vitimou Abu Mehdi al-Muhandis, um dos líderes da milícia iraquiana pró-Irã Forças de Mobilização Popular.

Soleimani chefiava a unidade Quds, um dos braços de elite da guarda iraniana, e era um dos militares mais poderosos do país.

Minutos depois do ataque, os Estados Unidos assumiram a autoria da ação. Em nota, o Pentágono afirmou que, sob a direção do presidente Donald Trump, “as forças militares tomaram a decisão por uma ação defensiva de proteger os americanos no exterior ao matar Qassem Soleimani”.

O comunicado acusa o general de estar por trás de ataques que resultaram na morte de centenas de americanos e aliados, incluindo o lançamento de foguete que vitimou um civil americano no Iraque na semana passada e a invasão da embaixada americana em Bagdá. O Pentágono ressalta que o bombardeio busca “deter futuros planos de ataque iranianos”.

No Twitter, Trump postou uma imagem da bandeira dos Estados Unidos minutos depois da ação.

A morte de Soleimani deve aumentar ainda mais a tensão entre Irã, Iraque e Estados Unidos. Na terça-feira, militantes pró-Irã invadiram uma parte da embaixada americana em Bagdá em represália a ataques aéreos dos EUA que deixaram 25 integrantes das milícias paramilitares mortos.

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Preço do petróleo dispara após neutralização de general do Irã

O preço do petróleo disparou logo após a neutralização do general Qassem Soleimani, chefe da Guarda Revolucionária do Irã, pelos Estados Unidos.

O aumento foi de cerca de 4%, uma hora após a confirmação do ataque no aeroporto de Bagdá, capital do Iraque, nesta quinta-feira (2).

O valor era de US$ 68,90 dólares para o tipo brent nas primeiras horas de funcionamento do mercado asiático na sexta-feira (3).

A morte de Soleimani tem um grande impacto geopolítico em um momento de escalada de tensão entre os EUA e o Irã na região do Oriente Médio.

O Pentágono confirmou o bombardeio. O objetivo foi deter planos de futuros ataques iranianos. A ordem partiu do próprio presidente norte-americano Donald Trump.