Trump: Ataque não foi para começar, mas para acabar com uma guerra

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira, 3, que a ação aérea no Iraque  perpetrada para matar o principal estrategista militar do Irã, o general Qasem Soleiman, não teve o intuito de iniciar uma guerra, mas, sim, de pôr fim a ela.

“Nós atuamos para parar uma guerra, não para começar uma guerra”, afirmou à imprensa no seu resort Mar-a-Lago, na Flórida, depois de ter determinado o envio de mais 3.500 soldados ao Oriente Médio.

Soleimani era general das forças Quds, o braço de elite da Guarda Revolucionária Iraniana (GRI), e foi atacado por um drone americano na noite de quinta-feira 2.  Segundo Trump, o assassinato de Soleimani deveria ter sido feito ‘há muito tempo’. “O mundo é um lugar mais seguro sem esses monstros”, afirmou. “Soleimani perpetuou atos de terror para desestabilizar o Oriente Médio”, completou.

De acordo com Trump, o governo iraniano promove a repressão de protestos e a tortura de milhares de civis. Sua preocupação como líder americano, insistiu ele, é com povo do Irã, que classificou como ‘incrível’. “O futuro pertence ao povo do Irã”, disse Trump.

No pronunciamento, o presidente lembrou a atuação das forças americanas para matar o então líder do Estado Islâmico, Abu Bakr al-Baghdadi, em outubro passado. Segundo o presidente, os Estados Unidos têm o Exército mais poderoso do mundo que, aliado ao setor de inteligência do governo americano, estaria preparado para identificar possíveis ataques e reprimi-los.

Soleimani era considerado a segunda figura mais poderosa do Irã, depois  do Líder Supremo, aiatolá Ali Khamenei. Em comunicado, o governo iraniano prometeu “vingança severa” aos “criminosos” que o mataram. A morte do general vai dobrar a motivação da resistência do Irã contra os Estados Unidos e Israel, disse o aiatolá. Em comunicado divulgado pela televisão estatal, ele pediu três dias de luto nacional.

A escalada de tensões entre os Estados Unidos e o Irã ocorre desde a saída unilateral americana do Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA), mais conhecido como Acordo Nuclear, em março de 2018 e com o restabelecimento de sanções econômicas na sequência. Desde então, vários episódios quase levaram os dois países à guerra, como o abate de um drone americano e o ataque contra as refinarias de petróleo da Aramco, empresa estatal da Arábia Saudita. Teerã acusa os Estados Unidos de “terrorismo econômico”, por asfixiar sua economia por meio das restrições econômicas.

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